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A Porta de Saída do Etanol. 31/05/2009 - A Porta de Saída do Etanol.

Fonte: Canal Rural - www.canalrural.com.br

Neste final de semana fizemos uma das reportagens que eu já considero entre as mais interessantes de todo esse projeto Na Estrada. Fomos conhecer uma estrutura que poucos conhecem: o maior terminal brasileiro de exportações de etanol.

Pelo que fiquei sabendo, foi a primeira vez que uma equipe de televisão visitou este terminal. A Ageo Copape recebe 250 caminhões por dia, trazendo o álcool principalmente do interior de São Paulo. A expectativa é que para 2013 um alcooduto já esteja operando, para facilitar o transporte.

Hoje o terminal responde por 30% dos embarques brasileiros de etanol. A empresa espera dobrar a capacidade com a instalação de novos tanques e a construção de um píer exclusivo.

Trata-se de uma ponta do negócio de biocombustíveis que tem importância extrema, mas é pouco conhecida por quem está mais perto dos canaviais do que dos portos. Nas matérias que gravamos iremos justamente mostrar como é o funcionamento do terminal e quais são os cuidados tomados para garantir que o etanol que sai da usina chegue exatamente nas mesmas condições ao porão do navio. É um emaranhado de tubos e tanques que impressiona.

Aliás... Alguém aí sabia que são exportados 44 tipos de etanol e cada um é contaminante do outro? Ou seja: se um tubo receceu um tipo de álcool anidro, precisa ser minuciosamente limpo para receber álcool hidratado. Caso contrário, estraga-se todo o processo.

O vice-presidente da Ageo Copape, Aquiles Dias (que aparece na foto acima), falou conosco sobre as dificuldades de exportar etanol e revelou os motivos de otimismo para o futuro.

O parceiro natural para o crescimento das exportações são os EUA, pela proximidade logística. E é quem está trabalhando mais forte para mudar a legislação de mistura nos combustíveis e aumentar a demanda. Ainda temos outros mercados, como por exemplo o japonês, onde há um bom potencial. Ainda existem dificuldades, principalmente na infra-estrutura portuária do país, para atender a demanda futura. Ano passado as vendas acabaram sendo reprimidas pelas dificuldades logísticas. Entendemos que o Brasil teria ultrapassado os 6 milhões de metros cúbicos, muito acima da marca atingida, que ficou em 5,1 milhões de metros cúbicos.

Gustavo Bonato - Presidente Prudente

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